Qual o papel da microbiota urogenital nas infecções do trato urinário?
- 21 de jan.
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Você sabia que, assim como o intestino, o trato urinário possui a sua própria microbiota? Na verdade, atualmente se aceita não apenas que indivíduos saudáveis hospedam de forma estável uma microbiota no trato urinário, mas também que essa microbiota difere daquelas em indivíduos com distúrbios urogenitais.
Com mais de 50% das mulheres sofrendo de pelo menos um episódio de infecção do trato urinário (ITU) ao longo da vida e uma crescente prevalência de resistência antimicrobiana, esforços precisam ser feitos para identificar claramente as evidências que apoiam possíveis intervenções não medicamentosas.
É valioso e necessário considerar que o sistema gastrointestinal e urinário estão em estreita comunicação. Também foi hipotetizado que há um desequilíbrio no eixo urogenital-intestinal-cérebro. Essa perspectiva também explicaria os sintomas complexos que surgem em pacientes com cistite intersticial e recorrente, que frequentemente apresentam um estado emocional/cognitivo alterado, ansiedade, variação de humor e hipervigilância.

Cuidados nutricionais relacionados ao tratamento de ITUs:
Hidratação: manter uma adequada ingestão de líquidos, em torno de 2L ao dia, preferencialmente água
Cranberry: 200ml ao dia de suco de cranberry associa-se à redução das ITUs e uso de antibióticos, e deve ser considerado para o manejo das ITUs.
Probióticos: alimentos fermentados e suplementação quando indicados podem melhorar a microbiota intestinal e reduzir o uso de antibióticos. Além disso, algumas cepas (tipos de bactérias) já demonstraram melhora na saúde genitourinária.
Embora ainda seja necessário determinar se há um microbioma do trato urinário estável e sua relevância fisiológica, intervenções não farmacológicas podem ser a chave para ajudar aqueles que não respondem a antibióticos nas ITUs. A pesquisa continua.
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F&T Notes: pelas nutricionistas Fernanda Bernaud e Thaís Rasia







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