Vamos dar uma olhada na escolha que esperamos dominar as prateleiras de supermercados e os hábitos alimentares em 2026?
- 5 de mar.
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É hora de dar o espaço de destaque da proteína para a fibra dietética.
Esperamos ansiosamente que essa tendência ganhe impulso em 2026. Graças ao boom da saúde intestinal, estamos vendo a fibra passar por uma transformação de brilho. Os meios de comunicação do mundo tiveram frenesi induzido pela chia no ano passado. As visualizações de páginas de artigos que mencionavam o termo aumentaram 9.500% entre junho e julho [dados CultureLab Navigate 2025]. O Whole Foods Market prevê que a fibra será foco para produtos que chegarão neste ano nos Estados Unidos.
As bebidas associadas ao bem-estar, vendidas como uma alternativa amigável para o intestino ganharam popularidade rapidamente, levando a PepsiCo a adquirir a Poppi por 2 bilhões de dólares em março de 2025. E por aqui, no Brasil já chegou ao mercado o primeiro refrigerante que contém fibras prebióticas.
Do alimento para o intestino à efeitos biológicos sistêmicos..
Em 2025 foi comemorado o 30º aniversário do conceito prebiótico. Em 1995, Glenn Gibson e Marcel Roberfroid expandiram a definição de carboidratos não digeríveis para o conceito de prebiótico, como: “ingredientes alimentares não digeríveis que afetam beneficamente a saúde humana ao estimular seletivamente o crescimento e/ou a atividade de uma ou de um número limitado de espécies bacterianas já residentes no intestino”.
Nas últimas três décadas, a definição passou por revisões críticas para acomodar a revolução genômica e nossa compreensão cada vez mais profunda do microbioma. Uma mudança crucial ocorreu com o editorial de 2017 e confirmada em 2025, atualizando o conceito para: “um substrato que é seletivamente utilizado por microrganismos hospedeiros conferindo um benefício à saúde”. A definição não restringe mais prebióticos ao intestino. Locais anatômicos como pele, cavidade oral e trato urogenital são agora reconhecidos como alvos de intervenção prebiótica. Ao redefinir prebióticos como “substratos”, abriu-se a porta para substâncias não carboidratos. Isso inclui agentes como polifenois e ácidos graxos poli-insaturados.
Um editorial publicado sobre o 30º aniversário dos prebióticos na revista The Journal of Nutrition integra a saúde humana, animal e ecossistemas. Como a maioria dos prebióticos é derivada de plantas ou fungos, representam uma ligação entre fisiologia vegetal (por exemplo, resistência ao estresse) e nutrição global sustentável.
No site da Clínica Thaís Rasia você encontrará um material prático sobre a inclusão dos prebióticos no dia a dia, com receitas que fazem parte da dieta das nutris Thaís Rasia e Fernanda Bernaud, e que entre outras características:
• São importantes para manter um perfil de bactérias saudáveis no seu intestino;
• Poderão melhorar sua função intestinal;
• Farão você se sentir com mais vitalidade;
• E o mais importante, são práticas!
Acreditamos que há uma mudança significativa e de longo prazo ocorrendo. Se os últimos anos até agora pertenciam à proteína, esperamos ver surgir um movimento consciente da saúde intestinal como resposta no futuro. Não significa que a proteína não continuará recebendo alguma atenção. Na verdade, alimentos fontes de fibras prebióticas também são, na maioria das vezes, fontes de proteína, proporcionando benefícios para além de saciedade.
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F&T Notes: pelas nutricionistas Fernanda Bernaud e Thaís Rasia








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