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O blog das nutricionistas
Fernanda Bernaud & Thaís Rasia

A Síndrome dos Ovários Policísticos agora é SOMP

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Um novo nome para melhorar o diagnóstico e o cuidado de uma condição que afeta 1 em cada 8 mulheres, e cerca de 70% delas permanecem sem diagnóstico.


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A mudança de nome foi anunciada no European Congress of Endocrinology, em Praga, e publicada no The Lancet em 12 de maio de 2026. 



O que mudou?

 

A condição antes conhecida como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP/PCOS) passou oficialmente a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP ou PMOS, do inglês Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome). Essa mudança foi anunciada após um consenso internacional desenvolvido ao longo de mais de uma década, envolvendo pesquisadores, profissionais de saúde e pacientes.

 

Por quê mudou?

 

Porque o termo “ovários policísticos” era impreciso (implicava cistos ovarianos patológicos) e para reconhecer que características multissistêmicas fazem parte dessa condição.  

A SOMP envolve várias alterações hormonais que se influenciam umas às outras, e não é apenas um problema isolado nos ovários. Na verdade, ela tem causas que envolvem muitos genes relacionados aos sinais cerebrais, ao metabolismo e à reprodução.




O que significa o novo nome SOMP?

 

O termo “poliendócrina” significa uma condição causada por alterações em vários hormônios e glândulas do organismo, e não apenas por “cistos nos ovários”. Quais são essas alterações hormonais?

 

1. Excesso de hormônios masculinos (hiperandrogenismo):  pode causar aumento de pelos no rosto e corpo; acne; queda de cabelo; dificuldade para controlar o peso e outras alterações metabólicas.

 

2. Alterações nos sinais hormonais do cérebro: o cérebro envia sinais para os ovários funcionarem. Na SOMP, esses sinais ficam desregulados, fazendo os ovários produzirem hormônios masculinos em excesso e prejudicando a ovulação.

 

3. Resistência à insulina: o organismo passa a ter dificuldade para usar a insulina corretamente. Para compensar, o corpo produz mais insulina do que deveria. Isso pode: favorecer ganho de peso; elevar o risco de diabetes; estimular ainda mais a produção de hormônios masculinos.


Existem outras alterações envolvidas?

 

Sim. Outros hormônios e mecanismos do corpo também podem estar alterados, incluindo: hormônios produzidos pela gordura corporal e a comunicação entre intestino e hormônios.


O diagnóstico muda?

 

Os critérios diagnósticos permanecem os mesmos.O que muda, neste momento, é principalmente a forma de compreender a síndrome, tornando a abordagem mais ampla e mais precisa.


O impacto dessa mudança na prática clínica:


Especialistas acreditam que a nova nomenclatura pode ajudar em:

 

✔ Diagnóstico mais precoce;

✔ Menos estigma e confusão;

✔ Abordagem multidisciplinar mais completa;

✔ Maior atenção à saúde metabólica e mental;

✔ Mais investimentos em pesquisa e tratamento.



Manejo Nutricional da SOMP 🥗💪


Com o foco maior no metabolismo, esperamos que a dieta passe a ganhar ainda mais destaque. Além da alimentação equilibrada, ter um estilo de vida saudável — atividade física regular, sono de qualidade e cuidado com a saúde mental — ajuda a controlar o peso, equilibrar hormônios e melhorar a qualidade de vida


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F&T Notes: pelas nutricionistas Fernanda Bernaud e Thaís Rasia



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